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Diagnóstico da displasia coxofemoral: exames e testes para confirmar a doença

Foto do escritor: Felipe GarofalloFelipe Garofallo

A displasia coxofemoral é uma doença ortopédica comum em cães, caracterizada pelo desenvolvimento anormal da articulação do quadril, levando à instabilidade articular, inflamação e consequente degeneração progressiva da cartilagem. O diagnóstico precoce é essencial para garantir uma abordagem terapêutica eficaz e minimizar o impacto da doença na qualidade de vida do animal.



O primeiro passo no diagnóstico é a avaliação clínica detalhada do paciente. O veterinário observa sinais clínicos como dificuldade para levantar, rigidez ao caminhar, claudicação intermitente ou progressiva, intolerância ao exercício, atrofia muscular dos membros pósteriores e marcha anormal. Durante a palpção da região coxofemoral, podem ser identificadas dor, crepitação e reduzida amplitude de movimento da articulação.


O teste de Ortolani é um dos principais testes ortopédicos utilizados para detectar a instabilidade da articulação do quadril. Esse teste consiste na manipulação do fémur em direção dorsal para avaliar o grau de subluxação e a presença de um estalo característico quando a cabeça femoral retorna à posição normal na cavidade acetabular. Embora não seja definitivo, esse teste é altamente indicativo de displasia coxofemoral, principalmente em filhotes e cães jovens.


A confirmação diagnóstica se dá principalmente por exames de imagem. A radiografia é o método padrão-ouro para avaliação da articulação coxofemoral e deve ser realizada sob sedacão ou anestesia para garantir um posicionamento adequado e minimizar desconforto ao animal. A projeção ventrodorsal com os membros pósteriores estendidos é a mais utilizada para visualizar a conformação da cabeça femoral e do acetábulo, bem como para medir o ângulo de subluxação e avaliar alterações degenerativas.


O método PennHIP (Pennsylvania Hip Improvement Program) é outra abordagem radiográfica que avalia a laxidão articular por meio da medição do índice de distração, fornecendo uma previsão precoce sobre a propensão do animal a desenvolver a doença.


A tomografia computadorizada pode ser utilizada em casos mais complexos, permitindo uma avaliação tridimensional detalhada da articulação coxofemoral. Esse exame é especialmente útil para o planejamento cirúrgico em casos de intervenções corretivas.


A ressonância magnética, por sua vez, é indicada para avaliação da integridade da cartilagem articular e dos tecidos moles periarticulares, auxiliando na detecção precoce de alterações inflamatórias e degenerativas.


O diagnóstico molecular e genético tem sido estudado para identificação de cães predispostos à displasia coxofemoral, especialmente em raças com alta incidência da doença, como Labrador Retriever, Pastor Alemão e Rottweiler. Entretanto, esses testes ainda não estão amplamente disponíveis na prática clínica.


O diagnóstico da displasia coxofemoral deve sempre ser baseado na combinação de sinais clínicos, exames ortopédicos e exames de imagem.


A avaliação precoce é fundamental para a escolha do tratamento mais adequado, seja ele conservador ou cirúrgico, garantindo melhor prognóstico e qualidade de vida ao paciente.


Referências bibliográficas:

  • Fossum, T. W. (2019). Small Animal Surgery. Elsevier Health Sciences.

  • Johnston, S. A., & Tobias, K. M. (2017). Veterinary Surgery: Small Animal. Elsevier Health Sciences.

 
 
 

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